Cibersegurança em 2026: principais riscos e prioridades para empresas
- Gestein Digital

- 16 de jan.
- 3 min de leitura
O cenário de cibersegurança entrou em uma nova fase. A digitalização acelerada, a expansão de nuvem e SaaS, a conectividade de dispositivos e a adoção de modelos avançados de IA criaram um terreno mais produtivo e também mais exposto. Em 2026, a prioridade das empresas é clara: reduzir a superfície de ataque, proteger identidades e dados, ganhar capacidade de resposta e governar o uso de IA de forma segura e responsável. A boa notícia é que existem práticas consolidadas, métricas e referências confiáveis para orientar o caminho.
Panorama de 2026
Ataques estão mais rápidos e automatizados, com uso de recursos de IA para aumentar escala e precisão de phishing, reconhecimento e evasão.
Ambientes multi‑nuvem, SaaS e APIs ampliam pontos de entrada, exigindo visibilidade, governança e controles consistentes.
A monetização do crime evoluiu: extorsão de dados, double e triple extortion, fraude por voz e vídeo sintéticos e exploração de cadeias de fornecimento.
Regulação e exigências de clientes aumentam. LGPD e auditorias impulsionam uma postura de segurança baseada em risco.
Principais riscos para empresas
Ransomware e extorsão de dados Ataques combinam sequestro, exfiltração e pressão pública. Backups imutáveis e testes de restauração reduzem impacto.
Engenharia social com deepfakes E‑mails, mensagens e chamadas com voz e vídeo sintéticos aumentam a taxa de sucesso de fraudes financeiras e sequestro de contas. Políticas de verificação fora de banda e MFA resistente a phishing são essenciais.
Comprometimento de identidade e credenciais Senhas vazadas, sessões roubadas e abuso de tokens de acesso são vetores frequentes. Zero Trust, MFA resistente a phishing e gestão de privilégios reduzem o risco.
Nuvem, SaaS e configuração incorreta Erros de configuração, chaves expostas e excesso de privilégios são causas comuns. CSPM, CIEM e proteção de dados em nuvem são prioridades.
Cadeia de fornecimento de software Dependências e integrações comprometidas propagam ataques. SBOM, assinatura de artefatos e validação contínua reduzem o risco.
APIs e exposição de dados APIs mal protegidas aumentam fuga de dados e interrupções. Segurança de APIs, autenticação forte, rate limiting e testes contínuos são vitais.
OT e IoT corporativo Dispositivos com firmware desatualizado e segmentação fraca ampliam o impacto de incidentes. Inventário, segmentação de rede e monitoramento passivo são medidas práticas.
Riscos específicos de IA Vazamento de dados por uso indevido, prompt injection, model hijacking e alucinação operacional. É necessário governança, políticas de dados, validação de saídas e controles técnicos.
Prioridades para 2026
Governança baseada em risco Aplique NIST CSF 2.0 para mapear funções de negócio, ameaças e lacunas. Conecte controles a requisitos da LGPD.
Identidade em primeiro lugar Adote MFA resistente a phishing com FIDO2, privilegie o mínimo acesso, implemente PAM para contas sensíveis e monitore risco de sessão em tempo real.
Zero Trust como estratégia Valide continuamente identidade, dispositivo, contexto e conteúdo. Segmentar redes e serviços reduz movimentação lateral.
Proteção de dados e privacidade Classifique dados, aplique criptografia em repouso e em trânsito, use DLP e mascaramento, gere logs de acesso e retenção mínima. Integre políticas de privacidade a processos e contratos.
Segurança em nuvem e SaaS Use CSPM, CIEM e DSPM para visibilidade e correção contínua. Padronize configurações com infraestrutura como código, varra segredos e aplique chaves gerenciadas.
Detecção e resposta EDR e XDR com telemetria rica, correlação por MITRE ATT&CK e contenção automatizada. Simule ataques e avalie cobertura de detecção.
Continuidade e resiliência Defina RTO e RPO, mantenha backups imutáveis e isolados, realize exercícios de recuperação e documentação clara de papéis e SLAs.
Desenvolvimento seguro Integre SAST, SCA e testes de API no pipeline. Use SBOM, assine artefatos e adote revisão de código.
Gestão de terceiros Due diligence de fornecedores, exigência de controles mínimos, monitoramento de postura e planos de resposta compartilhados.
Segurança de IA em produção Estabeleça políticas de uso, anonimização de dados de treinamento, gateways de segurança de LLM, validação de prompts e saídas, isolamento de workloads e auditoria.
Métricas que importam para a diretoria
Adoção de MFA resistente a phishing por usuário e por sistema crítico
Tempo médio para detectar e responder (MTTD e MTTR)
Taxa de correção de vulnerabilidades por severidade dentro do SLA
Cobertura de backups imutáveis e sucesso de restauração testada
Porcentual de ativos críticos com monitoramento e segmentação
Queda da taxa de clique em phishing simulado e índice de reporte
Conclusão
Cibersegurança em 2026 pede foco em pessoas, processos e tecnologia na mesma medida. O uso de IA aumenta a eficiência, porém exige governança e controles específicos. Fortaleça identidade, dados e continuidade, ganhe visibilidade de nuvem e APIs, padronize engenharia segura e teste sua capacidade de resposta de ponta a ponta. Com base em referências confiáveis, sua empresa pode reduzir exposição, acelerar a remediação e sustentar o crescimento com segurança.
Quer priorizar o que gera mais resultado em menos tempo? A Gestein pode avaliar riscos, alinhar controles a NIST CSF 2.0 e LGPD, estruturar segurança de nuvem e IA e montar um plano de 90 dias com métricas claras. Fale com a Gestein e evolua sua postura de segurança com eficiência.



Comentários